Como seu pensamento afeta o seu bolso?

Quando precisamos tomar uma decisão, uma fonte de informação valiosa que consultamos é a nossa mente. Nela, estão registradas milhares de experiências que nos ajudarão a optar pela melhor escolha, certo? Nem sempre!

Decisões financeiras podem ser comprometidas por essa estratégia. São chamadas “finanças comportamentais” as decisões financeiras que são tomadas tendo como base experiências passadas, normalmente com grande carga emocional.

Para entender melhor do que se trata esse termo, confira as principais características de quem se deixa guiar pelas emoções na hora de tomar decisões financeiras:

Muito otimismo

Quando o investidor está excessivamente otimista com uma aplicação, ele costuma superestimar seu conhecimento sobre o tema e, pior ainda, subestimar os conselhos de outras pessoas.

Esse comportamento pode ter como gatilho uma boa experiência passada. Por exemplo: alguém que comprou ações de uma empresa e viu esses papéis valorizarem-se muito pode ignorar a volatilidade do mercado e continuar investindo, mesmo quando o mercado já dá sinais de mudanças.

Excesso de insegurança

É verdade que ninguém quer perder dinheiro, assim como também é fato que cada pessoa tem o seu perfil financeiro. No entanto, quando o assunto é finanças comportamentais, um investidor chama atenção: o inseguro.

Para ele, qualquer investimento representa grande risco de perda financeira. Quando coloca dinheiro na poupança, ele se lembra do confisco do governo Collor.

Normalmente esse tipo de investidor já presenciou situações de prejuízos, por isso tem esse comportamento temeroso. Ele corre risco de ver seu dinheiro ser corroído pela inflação, pelo medo de fazer investimentos simples, como no Tesouro Direto.

Falta de análise

Estudos comportamentais realizados pelos psicólogos Daniel Kahneman e Amos Tversky — vencedores do Prêmio Nobel de Economia, em 2002 — revelaram que a percepção de ganhos e perdas são diferentes.

Por exemplo: para alguns investidores que perderam R$ 1000,00 em uma aplicação, a percepção do prejuízo foi maior, como se tivessem, na verdade, perdido R$ 2250,00.

No entanto, essas mesmas pessoas analisariam um ganho de R$ 1000,00 de forma absoluta. Analisar com clareza os resultados de uma aplicação é a saída mais racional para qualquer investidor.

Temor irreal

Alguns investidores analisam as possibilidades que o mercado oferece hoje tentando recriar cenários históricos.

Esse é um erro que pode fazer com que péssimas decisões financeiras sejam tomadas. Peguemos como exemplo um evento político: impeachment. O mesmo evento (Collor e Dilma) teve resultados econômicos diferentes no Brasil, já que o país e o mundo passavam por situações diferentes quando ele ocorreu.

As finanças comportamentais são analisadas por esse indivíduo como uma viagem no tempo.

Falta de informação

Como as finanças comportamentais são reflexo de análises baseadas em experiências passadas, com grande influência de seus resultados emocionais, a melhor saída para driblá-las é manter-se bem informado sobre o mercado.

Da mesma forma que um trauma deve ser enfrentado, o investidor que perceber que tem alguma das características de finanças comportamentais relatadas neste artigo deve buscar mais dados sobre o investimento para poder contornar a situação.

Uma dica para manter-se bem informado sobre o mundo dos negócios é seguir o blog nas redes sociais. Assim, você sempre terá dicas e análises em sua timeline. Estamos no TwitterFacebook Linkedin.

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