Entenda porque as empresas quebram​

Saber os principais motivos porque as empresas quebram é o primeiro passo para conseguir fugir da terrível estatística de mortalidade das empresas no Brasil. Segundo dados do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), cerca de 25% das micro e pequenas empresas do país encerram as atividades com menos de dois anos após a sua abertura.

O número fica ainda maior quando pensamos nos primeiros seis anos de atividade, quando mais de 50% dessas empresas já fecharam.

Essa fragilidade inicial de se manter em funcionamento nos primeiros anos de vida é motivada pelos mais diversos fatores: falta de um plano de negócios, baixo capital inicial, pouco conhecimento em gestão de empresas, pouca variedade de produtos, dificuldade em atrair os clientes, entre outros.

Neste post, vamos mostrar a você um pouco mais sobre esses motivos pelos quais as empresas quebram e demonstrar informações sobre como se precaver para não fazer parte dessa indesejada estatística. Confira:

Falta de um plano de negócios

Um dos maiores motivos (talvez o principal) pelos quais muitas empresas quebram é a falta de um plano de negócios — ou até mesmo a elaboração de um plano que não seja, de fato, eficaz. Um plano de negócios deve definir os principais objetivos e as metas da empresa, bem como um roteiro inicial para alcançar o que foi definido no papel.

Isso significa: planejar os custos, as receitas e os investimentos em curto, médio e longo prazo, além de acompanhar frequentemente a evolução dos resultados, a fim de averiguar se o que foi planejado está acontecendo e, em caso de necessidade, realizar os ajustes da rota.

Outros pontos importantes que devem fazer parte do plano de negócios é a identificação do mercado do qual a empresa passará a fazer parte, a projeção das suas vendas, as estratégias de marketing, o monitoramento dos principais concorrentes, etc.

Pouco capital inicial

A elaboração (ou a falta) de um plano de negócios impacta diretamente este tópico. Um plano de negócios bem feito permite identificar com exatidão a quantia necessária de capital inicial para a empresa, assim como o capital de giro, para que seja possível manter as contas em dia no decorrer dos meses.

Por isso, é fundamental que o empresário não subestime certas despesas, como os custos de materiais, o valor da mão de obra e os serviços fundamentais para o funcionamento do negócio. Erros na elaboração desses tipos de orçamentos implicam em uma visão míope de quando a empresa começará a pagar a si mesma, o que pode levar muitas à falência.

Outro ponto de atenção é em relação à quantia necessária para o capital de giro, pois uma estimativa menor do que a real pode gerar problemas na reposição de estoque ou no pagamento das contas, muitas vezes levando a empresa ao vermelho após poucos meses do início da operação.

Pouco conhecimento em gestão de empresas

É muito comum que os proprietários de micro e pequenas empresas tenham um perfil mais técnico do que de gestor. Em momentos de crise financeira e de falta de empregos, esse tipo de empreendedorismo, por necessidade, tem até tendência de crescimento.

Mas a verdade é que um bom cozinheiro nem sempre será um bom dono de restaurante, um bom professor nem sempre será um bom dono de escola, um bom vendedor nem sempre será um bom dono de loja e assim por diante.

Para ter sucesso no mundo dos negócios, é preciso ter mais do que boa vontade: é necessário estudar muito sobre gestão. Isso implica em buscar conhecimentos sobre gestão financeira, ter boas habilidades em gestão de pessoas, conhecer pelo menos minimamente a gestão fiscal, entre uma série de outras ações.

Fazer cursos relacionados a empreendedorismo e aproveitar todas as oportunidades de networking que surgirem são fundamentais para conseguir se especializar no assunto.

Pouca variedade de produtos

Quanto menor a variedade de produtos oferecido pela empresa, maior o risco e a dificuldade que ela terá para se manter. Mas isso não é uma regra: é possível ter uma empresa em pleno funcionamento mesmo com pouca variedade — mas as dificuldades tendem a ser consideravelmente maiores em comparação às empresas com variedade de produtos.

Ao apostar tudo em uma pequena porção de itens, a empresa fica, de certa forma, refém desses poucos produtos. Com isso, qualquer sazonalidade nas vendas já pode dificultar bastante o fluxo de caixa da empresa. Outro ponto é que, caso a entrada desses produtos no mercado não seja rapidamente aceita, todo o planejamento pode ir por água abaixo.

Por outro lado, ao variar os produtos, existe uma chance maior de encontrar mercados para essas opções. Dessa forma, ainda que a venda de cada item não seja muito grande, a soma do todo pode ajudar a pagar as contas da empresa.

Dificuldade em atrair os clientes

Um grande problema das empresas que acabam de abrir as portas está em conseguir atrair os clientes. Muitas vezes, inclusive, os empresários focam uma parte muito grande do orçamento na produção e se esquecem de destinar uma verba adequada para o marketing e para a comunicação, sendo esse um dos motivos porque as empresas quebram.

Hoje, existem várias formas de atrair os clientes: redes sociais, influenciadores digitais, links patrocinados, revista, rádio, TV, panfletagem, eventos com clientes, entre uma série de outras opções. Tudo isso exige dinheiro e não há uma receita certa sobre qual é a melhor opção — cada empresa e cada produto tem uma realidade própria.

Mas o ponto é que os empresários devem olhar com atenção o marketing e a comunicação, tendo uma verba mensal definida para conseguir fazer o cliente chegar até a sua empresa. Depois disso, é importante obter colaboradores treinados para atender bem os clientes e conseguir fidelizá-los com a sua marca.

Pensar bem em todos esses itens pode até não garantir que a empresa vá obter sucesso na sua empreitada, pois há uma série de variáveis que ainda podem impactar nos resultados do negócio. No entanto, é certo que olhar tudo isso com atenção minimiza os riscos e traz segurança, estabilidade e força para que a sua empresa se consolide no mercado.

Agora que você conhece os principais motivos porque as empresas quebram, que tal compartilhar este artigo nas suas redes sociais? Assim, outras pessoas vão evitar que esses problemas sejam um tormento no futuro!

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