Lucro real e presumido: escolha o melhor modelo para sua empresa

Quando o empreendedor se depara com o planejamento tributário da sua empresa, é comum surgirem dúvidas sobre os regimes do lucro real e presumido, ou mesmo sobre o Simples Nacional. É o seu caso?

Então, saiba que, para empresas com faturamento de até R$ 3,6 milhões por ano, o Simples Nacional é quase sempre uma ótima opção, já que simplifica o pagamento de impostos e ainda traz tabelas especiais de tributação.

Já as empresas que ultrapassam esse faturamento precisam escolher entre lucro real e presumido. Para isso, você deve estar munido de informações adequadas para não se precipitar e pagar mais impostos do que o necessário.

Quer ficar por dentro do assunto? No post de hoje, apresentamos as características desses dois regimes. Continue a leitura e fique de olho!

Lucro presumido

Como o nome indica, nesse regime tributário, a margem de lucro é presumida. Portanto, há faixas pré-definidas de tributação, tanto do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) quanto da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL), relacionadas à receita bruta.

Dessa forma, é indiferente o lucro que de fato é auferido pela empresa, pois o percentual de tributo será sempre o mesmo. Negócios com atividades comerciais, por exemplo, têm como base uma alíquota de 8%, enquanto os de serviços têm três diferentes bases: 8%, 16% e 32%, variando de acordo com suas atividades.

Também existem alguns casos específicos, como a revenda de combustíveis e derivados, que apresenta base de 1,6% sobre a renda bruta.

Por isso, ao optar pelo lucro presumido, você deve ficar bastante atento. Caso sua margem de lucro seja maior que o da faixa de sua atividade, é possível pagar proporcionalmente menos impostos. Entretanto, caso o seu lucro auferido seja menor que o da alíquota, pode acabar sendo necessário pagar mais impostos.

Lucro real

Diferentemente do presumido, o lucro real calcula o IRPJ e a CSLL com base no lucro que de fato é auferido pela empresa durante o exercício.

Assim, se o negócio tiver prejuízos, pode até mesmo não recolher esses impostos. Até por isso, quem opta pelo lucro real também deve apresentar uma série de controles e de declarações adicionais — maneira encontrada para diminuir a sonegação.

Vale lembrar que empresas com algumas atividades específicas, como instituições financeiras e factorings, são obrigadas a se enquadrar no lucro real. O mesmo vale para as companhias que têm faturamento superior a R$ 78 milhões por ano.

Bases de cálculo do lucro real e presumido

Além do IRPJ e da CSLL, a escolha do regime tributário afeta também o cálculo do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

Quem está no lucro presumido deve apurar PIS e Cofins em regime cumulativo, com alíquota de 3,65% do faturamento da empresa, sem direito a qualquer abatimento de crédito.

Já quem opta pelo lucro real deve, em geral, calcular PIS e Cofins em regime não-cumulativo, com alíquota de 9,25% sobre o faturamento, mas com descontos relacionados ao valor apurado — casos relacionados, por exemplo, a insumos e depreciação.

Viu só? Os regimes de lucro real e presumido apresentam várias nuances. Portanto, o auxílio de um escritório de contabilidade pode ajudar muito nesse momento. E agora que você já sabe um pouco mais sobre regimes tributários, descubra também como a gestão de riscos contribui para o sucesso do seu negócio!

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